sábado, 13 de julho de 2013

poema impossível

poema impossível

um poema impossível
insiste em nascer,
parido e morto,
sempre,
na mesma frase,
na mesma fase,
no tempo tão raro,
que tem para ser.
morto por quem liga,
morto por quem passa,
pelos médicos,
pelos palhaços,
pela puta faminta
que faz pose na praça,
morto por um parente,
que não entende,
a necessidade urgente,
de quem precisa escrever.
morto,
por quem não respeita
o minuto de silêncio,
executado no peito,
abismo calado,
onde um poema impossível
insiste em nascer.

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